Identificada como B6, estrutura armazena 160.000 litros de água e, em caso de rompimento, pode aumentar volume e velocidade de rejeitos

Por
Guilherme Venaglia, de Brumadinho (MG)

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26 jan 2019, 10h37 – Publicado em 26 jan 2019, 10h33

Uma barragem de 160.000 litros de água, identificada como B6, acendeu o alerta das forças de segurança que acompanham os trabalhos na região de Brumadinho (MG) após o rompimento da barragem do Córrego Feijão, da Vale, nesta sexta-feira, 25.

Em caso de rompimento, a água aumentaria o volume e a velocidade dos rejeitos de minério de ferro. “A barragem de água que está acima [do local do rompimento da barragem da Vale] está sob extrema vigilância, porque ela tem, inclusive, um volume maior de líquidos. Se ela se romper, pode criar uma nova onda, somada à lama”, afirmou a VEJA o Major Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais.

Segundo o Major, a preocupação é em virtude uma “umidificação” na parte externa da B6. Estão sendo feitos estudos para apurar se essa umidade seria decorrente da lama ou de imperfeições na estrutura.

O tenente coronel Flávio Godinho Pereira, coordenador adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, afirmou neste sábado que três barragens do complexo de Paraopebas foram rompidas: a B1, na Mina Córrego do Feijão, com capacidade de 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos, a B4, que tem capacidade para 280.000 metros cúbicos e a B4A, cujo volume é de 130.000 metros cúbicos.

Até o momento, conforme o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, nove pessoas morreram no desastre e outras 300 estão desaparecidas. A corporação divulgou uma lista com os nomes de 183 das 189 pessoas resgatadas com vida e a Vale publicou uma relação com 412 nomes de funcionários próprios e terceirizados que ainda não foram localizados.



Fonte: Rede Canal

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