Durante as operações do Corpo de Bombeiros, o condutor se manteve lúcido e respirava com um balão de oxigênio

Por
Da Redação

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27 fev 2019, 14h42 – Publicado em 27 fev 2019, 14h35

Depois de mais de sete horas de resgate, o maquinista que conduzia um dos trens que se acidentou na estação de São Cristovão, no centro do Rio de Janeiro, foi retirado das ferragens.

A colisão aconteceu por volta das 6h55. O condutor se manteve lúcido durante boa parte da operação do Corpo de Bombeiros e respirava com auxílio de um balão de oxigênio. Após a retirada do maquinista, os bombeiros se abraçaram e comemoraram a conclusão do resgate. A corporação ainda não informou o seu estado de saúde. 

Além do maquinista, outras oito pessoas ficaram feridas no acidente. Sete delas foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar e outra ao Hospital Salgado Filho — todas sem gravidade.

Em nota, a SuperVia lamentou o acidente e informou “que já instaurou uma comissão de sindicância que terá 30 dias para apurar as causas da colisão”. Ainda segundo a empresa, os vagões não estavam muito cheios porque eles operavam no contrafluxo.

Situação na ferrovia

O impacto da colisão fez com que um dos vagões descarrilasse. A concessionária informou que os trens que seguem da estação Deodoro para a Central do Brasil na linha vermelha não vão parar na estação São Cristóvão.

“Os trens deste ramal estão com intervalos irregulares e não estão parando na estação Praça da Bandeira, no sentido Deodoro, e na estação São Cristóvão, no sentido Central do Brasil. Os passageiros estão sendo informados pelos canais de comunicação da concessionária. A empresa está instaurando uma sindicância para apurar as causas do acidente”, diz a empresa.

A estação São Cristóvão serve de ponto de transferência para outras quatro linhas de trens do Rio de Janeiro (Santa Cruz, Paracambi, Belford Roxo e Saracuruna). A operação nestas linhas não foi afetada.

Segundo a concessionária, os dois trens envolvidos no acidente são equipados com o ATP (Automatic Train Protection), equipamento que reforça o sistema de sinalização dos trens e da via. Ou seja, verifica se a velocidade do trem é compatível com a permitida pela sinalização. No momento do acidente, um trem chegava à estação de São Cristóvão, enquanto o outro estava parado na plataforma.

(Com Agência Brasil)

Fonte: Rede Canal

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