Atual presidente da Assembleia obteve 70 votos e foi eleito após costura que uniu PSDB e PT contra o PSL

Por
Da Redação

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15 mar 2019, 20h29 – Publicado em 15 mar 2019, 20h11

O deputado estadual Cauê Macris (PSDB) foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na tarde desta sexta-feira, 15. Ele recebeu o apoio de governistas e de parte da esquerda – em especial do PT que, aliado a Macris, emplacou Enio Tatto (PT) como o primeiro-secretário da casa.

O tucano teve 70 votos, contra 16 de Janaína Paschoal (PSL), 4 de Daniel José (Novo) e outros 4 para Mônica Seixas (PSOL).

O clima da votação foi bastante agitado. Isso porque, na véspera, o líder do PSL, Gil Diniz, entrou com uma liminar contra a candidatura de Macris, mas ela foi rejeitada pela Justiça. Ele recorreu. Diniz apoiava a candidatura de Janaina Paschoal.

Candidata à presidência da Alesp, Janaina se concentrou em denunciar o acordo, que há algumas eleições vigora na Assembleia, entre o PSDB, o PT e o DEM na divisão dos cargos da Mesa Diretora da Assembleia, com os tucanos presidindo a Casa, os petistas ocupando a primeira secretaria e o DEM a segunda.

“Chama minha atenção, antes mesmo de tomar posse, o triunvirato composto do PSDB, que fica com a presidência; do PT, com a primeira secretaria; e do DEM, com a segunda secretaria”, disse, em entrevista a VEJA. Sobre o tema, ela é especialmente crítica em relação ao governador João Doria (PSDB), apoiador da candidatura de Macris.

“Durante a campanha, o governador João Doria atacou o opositor Márcio França chamando-o de “petista”. Era a mais grave das acusações. Agora, o Doria fecha acordo com o partido que demonizou”, disse.

No plenário, os apoiadores de Janaína e Macris entraram em confronto verbal, que, por pouco, não foi físico. Entre eles, o deputado Arthur Mamãe Falei (DEM), que tentou impedir o início da votação. Foi quando começou uma confusão com deputados do PT, entre os quais Teonilio Barba. Houve empurra-empurra e os deputados tiveram de ser apartados. O deputado Campos Machado (PTB) foi um dos responsáveis por separar a briga.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Rede Canal

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