Deputado do PSL contesta candidatura de Cauê Macris à reeleição, alegando que Constituição Estadual veda recondução ao cargo na eleição subsequente

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Estadão Conteúdo

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15 mar 2019, 17h33 – Publicado em 15 mar 2019, 17h09

Os 94 deputados estaduais eleitos em outubro tomam posse na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na tarde desta sexta-feira, 15. A cerimônia começou com 1 minuto de silêncio em homenagem aos mortos no atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). O governador do estado, João Doria (PSDB), está presente na mesa, ao lado do presidente Cauê Macris (PSDB).

Entre os destaques da nova bancada está o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro que não tinha representação na Alesp e agora conta com quinze deputados, entre os quais a advogada Janaina Paschoal, candidata ao comando da casa.

Janaína fez intensa campanha nos últimos dias, tentando sensibilizar os deputados estreantes. Ainda assim, Macris é favorito para se reeleger, em uma aliança que une governistas e o PT.

No entanto, a candidatura de Macris foi alvo de contestação judicial. Aliado de Janaína, o futuro líder do PSL na Alesp, Gil Diniz, entrou na Justiça contra o tucano, alegando que a Constituição Estadual veda “a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

O desembargador Antonio Celso Aguilar Cortez, do Órgão Especial do TJ-SP, rejeitou o pedido liminar ontem e Diniz entrou com um recurso no começo da tarde.

A ação de Diniz foi alvo de críticas entre aliados de Macris. Um dos principais articuladores da recondução do tucano, o deputado estadual Campos Machado (PTB) disse que o PSL queria vencer a eleição no “tapetão”.

Há outros dois candidatos ao comando da Alesp: Daniel José (Novo) e Mônica da Bancada Ativista (PSOL).

Manifestações políticas

Além da tradicional frase “Assim eu prometo”, os deputados estaduais paulistas usaram da fala para fazer manifestações favoráveis a Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a posse na Alesp.

Ao fazer o juramento, os deputados petistas chegavam ao microfone e falavam a frase “Lula Livre”. “Em defesa dos trabalhadores da Ford e por Lula Livre, assim o prometo”, disse o deputado Barba.

Do lado de fora, manifestantes pró-Lula cantaram músicas contra o presidente Bolsonaro. Por sua vez, os deputados apoiadores de Bolsonaro também fizeram falas favoráveis ao presidente. O deputado de primeiro mandato Tenente Coimbra (PSL) repetiu parte do grito de guerra da campanha bolsonarista: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

A deputada Mônica Seixas (PSOL), que representa a bancada ativista, usa uma camisa com os dizeres “Quem mandou matar Marielle Franco?”.

Fonte: Rede Canal

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