Preso nos EUA desde 2015, ex-presidente da CBF foi considerado culpado pelo Comitê de Ética da Fifa

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Estadão Conteúdo

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15 abr 2019, 11h01 – Publicado em 15 abr 2019, 10h57

O Comitê de Ética da Fifa anunciou nesta segunda-feira, 15, o banimento do futebol do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. O dirigente de 86 anos foi punido pela entidade por ter participado de casos de suborno e corrupção durante o período de 2012 a 2015. Marin ainda terá de pagar uma multa de 1 milhão de franco suíços, o equivalente a 3,8 milhões de reais pela cotação atual.

A entidade máxima de futebol afirmou que Marin violou o artigo 27 do seu Código de Ética ao participar de esquema de propinas na negociação de contratos com empresas para as vendas de direitos de transmissão de competições organizadas tanto pela CBF como pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e pela Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

Marin cumpre atualmente prisão nos Estados Unidos, onde foi condenado em agosto de 2018 pelos mesmos casos de suborno e propinas punidos agora pela Fifa. A Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, acusou o ex-dirigente brasileiro de receber cerca de 23 milhões de reais de empresas em troca da liberação de contratos para a transmissão de televisão e para ações de marketing de competições como a Copa América e a Copa Libertadores.

Pela punição da Fifa, Marin está proibido de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol, seja no âmbito esportivo ou administrativo. Seu antecessor na CBF, Marco Polo Del Nero, recebeu punição semelhante pelo mesmo caso de propinas. Banido em abril de 2018, Del Nero ainda tenta recorrer da decisão.

Por meio da nota oficial que divulgou para confirmar a punição aplicada a Marin, a entidade máxima do futebol também confirmou que o ex-dirigente foi comunicado sobre a mesma nesta segunda-feira, quando a sanção entra em vigor com efeito imediato.



Fonte: Rede Canal

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