A doação de órgão em troca de benefício financeiro é vetada por lei

Por
Da Redação

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15 abr 2019, 06h34 – Publicado em 15 abr 2019, 06h33

Recém-nomeado por Marcelo Crivella para chefiar a secretaria de Meio Ambiente, Marcelo Queiroz (PP) indicou para um cargo de confiança da prefeitura um antigo conhecido, Alberto Nascimento.

Corriqueiro no país, o uso da máquina pública para beneficiar amigos envolve, nesse caso, um fator complicador.

Em dezembro de 2017, Nascimento doou um rim para Queiroz. Essa operação não seguiu o caminho natural, a fila de transplantes do Sistema de Regulação (Sisreg). Por isso, Queiroz pediu autorização especial à Justiça para fazê-la.

À época, ele afirmou que a doação era feita na base da confiança mútua, já que os dois se conhecem há duas décadas. .

“Conheço o Alberto há 20 anos e ele sempre foi muito próximo de mim e de meus pais, frequentando assiduamente minha casa e viajando conosco em alguns fins de semana. Sua mãe reside na Suíça e seus parentes são do Estado do Pará. Ao longo dos anos, ele nos adotou como sua família. Eu o considero como o irmão que não tive. Com a devida autorização judicial, nos termos da Lei, fui submetido à cirurgia de transplante no dia 7 de novembro de 2017 e a operação foi um sucesso. O doador, no terceiro dia após a cirurgia, recebeu alta médica e seu estado de saúde é perfeito”, disse Marcelo Queiroz à ocasião.

Agora, a nomeação para um cargo de confiança pode configurar benefício financeiro ao doador. O que é terminantemente vetado pela lei de transplantes.

Procurado pelo Radar a dar explicações, Marcelo Queiroz disse que a questão é de “foro pessoal” e que não iria comentar.

 (reprodução/Reprodução)

(por Alessandra Medina e Ernesto Neves) 

Fonte: Rede Canal

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