Muitos acreditam que nome é destino. A biografia do ministro do Supremo Tribunal Federal mostra que data de nascimento também é

Por
Augusto Nunes

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17 abr 2019, 11h08

Com a tentativa de amordaçar a revista Crusoé e o site O Antagonista, Alexandre de Moraes não se limitou a atropelar a Constituição e a tratar a socos e pontapés a liberdade de expressão. Também disparou um tiro de grosso calibre no próprio pé. O Brasil inteiro agora sabe o que o ministro censor procurou esconder.

Em 2007, Marcelo Odebrecht, interessado em ampliar a fortuna com a construção de hidrelétricas no Rio Madeira, referia-se a José Antonio Dias Toffoli, então chefe da Advocacia Geral da União, como “Amigo do Amigo de meu pai”. Como descobriu a Lava Jato, o amigo do pais era Lula. Se as negociações fossem, como direi?, republicanas, por que usar essa linguagem cifrada? Por que não identificar o atual presidente do Supremo apenas como chefe da AGU?

Aos 50 anos, Alexandre de Moraes esqueceu que o surgimento da internet tornou impossível ocultar a verdade com métodos semelhantes aos usados enquanto vigorou o AI-5. Antes da era digital, a presença de censores nas redações e a apreensão de edições inteiras impediam que chegassem aos leitores informações ou opiniões consideradas inconvenientes pelo regime militar. Hoje as coisas ficaram mais complicadas. O que a Crusoé teve de ocultar foi escancarado pela imensa vitrine formada pelas redes sociais. 

Alexandre de Moraes nasceu em 13 de dezembro de 1968, dia em que foram consumados os trabalhos de parto do Ato Institucional N°5. Enquanto o bebê Alexandre berrava no berçário, o Brasil democrático  chorava o assassinato da liberdade de expressão. Se nome é destino, como acreditam tantos, Alexandre de Moraes reforçou a suspeita de que data de nascimento também pode ser. Ele nasceu junto com a censura. Talvez tenham nascido um para o outro.

Fonte: Rede Canal

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