A ideia do presidente Jair Bolsonaro de indicar o filho e deputado Eduardo Bolsonaro para chefiar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos tem sido motivo de polêmicas por aparentar nepotismo. Para o cientista político Rafael Cortez, no ponto de vista jurídico não está claro se a afirmação se confirma. Entretanto, no lado político, o especialista acredita que seja nepotismo. “No modus operandi de fazer política do presidente Jair Bolsonaro, aparece uma confusão entre o núcleo familiar e o exercício do poder político”, explica. Cortez argumenta que a impressão que passa é de que Bolsonaro quer deixar “uma marca familiar”.

Para a editora de Mundo de Veja.com, Denise Chrispim, existem muitos sinais de que essa não foi uma boa ideia, uma vez que se espera que um embaixador faça um trabalho para os interesses nacionais e não apenas para um governo. “A impressão que dá é que o governo está enviando um príncipe”, declara a jornalista. Segundo Chrispim, é importante levar em consideração o que pode acontecer com o embaixador se o presidente dos Estados Unidos Donald Trump não se eleger. “Qual vai ser o grau de interlocução dele com a oposição democrata nos Estados Unidos?” questiona. No entanto, a indicação ainda precisa ser aprovada em uma votação no Senado. O líder da oposição na casa afirmou que tem os 41 votos necessários para barrar a nomeação do “zero três”.

Fonte: Rede Canal

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